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livros e dicionários para turbinar o seu Inglês

O  Alessandro do Blog English Experts publicou o post abaixo. Confira as dicas para mandar bem no inglês:


Oi pessoal, hoje eu gostaria de apresentar parte da minha biblioteca particular. Primeiro para provar que eu realmente tenho os livros que indico aqui no blog, depois para ajudar aqueles que querem adquirir bons livros de inglês e estão na dúvida. Veja a foto dos livros na minha mesa de trabalho.

Indicação de livros e dicionários para turbinar o seu Inglês

Os livros da pilha são:


Michaelis – Dicionário de Phrasal Verbs
Muito bom para aprender aqueles phrasal verbs complicados que não são identificados pelo contexto. [compre aqui]

Oxford Advanced Learner’s Dictionary
Comprei recentemente por R$ 130,00 aqui na minha cidade. Apesar do preço elevado, foi o melhor investimento que fiz nos últimos tempos. É um dicionário completo! [compre aqui]

Oxford Collocations Dictionary
Falar de forma correta não é apenas aprender vocabulário, você tem que saber combinar corretamente as palavras. É essa a função desse dicionário fantástico. Heavy rain our hard rain? Ele responde! [compre aqui]

Porque assim e não assado?
Este é o segundo livro do prof. Denilso. Muito bom para quem quer aprender a combinar palavras de forma correta. Com muitos exemplos e exercícios, o autor explica detalhadamente sobre o tema collocations. Imperdível! [compre aqui]

Dicionário dos erros mais comuns em Inglês
Recomendado para quem quer melhorar o inglês e, ao mesmo tempo, se divertir com as curiosidades e peculiaridades do idioma. Esta obra reúne uma grande variedade de palavras, expressões e assuntos que podem causar confusão quando traduzidos para o inglês. [compre aqui]

Como não aprender inglês
Se você está no nível intermediário este livro será perfeito. Nele Michael Jacobs explica de forma bem humorada os erros mais comuns cometidos por alunos brasileiros que estão aprendendo inglês. Eu lembro que quando livro chegou aqui em casa eu comecei a ler e não consegui parar. Ele respondeu a maioria das minhas dúvidas na época. [compre aqui]

Como dizer tudo em inglês
É um item obrigatório na bagagem de quem vai viajar para fora. Esse livro trás uma série de frases em português e sua correspondente em inglês, separadas por situações. Acredite, ele poderá salvar sua pele. [compre aqui]

Inglês na ponta da língua
Este livro reúne métodos práticos para aquisição de vocabulário em inglês. Além de dicas que ajudam a organizar as palavras e técnicas comprovadas para ampliar seu vocabulário, o livro também ensina gramática de forma simples e divertida. [compre aqui]

Como entender o inglês falado
Com ele você vai aprender diversas técnicas para melhorar sua compreensão auditiva. Com dicas práticas e exercícios variados, este livro mostrará que é possível preencher a lacuna entre o inglês de sala de aula e o inglês cotidiano falado no mundo inteiro. Vem acompanhado de 2 CDs. [compre aqui]

English Pictionary Challenger
E um dicionário bem diferente. Nele você aprende vocabulário através de imagens. Muito interessante!

Segue abaixo os livros que adquiri nos últimos meses, a minha biblioteca está sempre sendo atualizada!

Livros que comprei recentemente


Sorria, Você Está Praticando Inglês!
O livro é uma coletânea de piadas, todas atuais e em circulação nas ruas, escritórios, rodas de amigos, bares e na Internet. Há um pouco de tudo para tentar abranger a riqueza do humor norte-americano, em especial. [compre aqui]

Watch Your Mouth!: Dicionário de Vulgarismos
Watch your mouth é um dicionário de vulgarismos, insultos, xingamentos e palavrões em inglês. Com definições explícitas, o dicionário vai satisfazer a sua curiosidade e ajudá-lo a entender significados reais sem asteriscos ou beeps! [compre aqui]

Michaelis Dicionário de Expressões Idiomáticas (Inglês-Português)
As expressões idiomáticas fazem parte do discurso cotidiano e dão um tom mais divertido e informal à fala e à escrita em inglês. Elaborado pelos professores e pesquisadores Mark G. Nash e Willian Ramos Ferreira, este dicionário abrange mais de 2.700 expressões freqüentemente usadas na comunicação do dia-a-dia. [compre aqui]

Michaelis: Dicionário de Gírias (Inglês-Português)
Este incrível dicionário é destinado a estudantes brasileiros de inglês e àqueles que lêem ou usam o idioma no trabalho ou no lazer. É de grande utilidade tanto para professores quanto para alunos, que terão acesso a diversos termos e gírias comumente usados em textos autênticos em inglês. [compre aqui]

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Insaciável [Resenha]

Cabot, Meg. Insaciável.Bertrand Brasil, 2011, 520 p.

Sinopse: Está farto de ouvir falar em vampiros? Meena Harper também. Mas os seus patrões obrigam-na a escrever sobre eles na mesma, apesar de Meena não acreditar na sua existência. Não é que Meena seja alheia ao sobrenatural. O que se passa é que ela sabe como vamos morrer. (Claro que não acreditamos nela. Nunca ninguém acredita.) Nem o dom da premonição de Meena pode contudo prepará-la para o que sucede quando ela conhece Lucien Antonescu (e depois comete o erro de se apaixonar por ele), um príncipe dos dias de hoje com um lado negro. Trata-se de um lado negro pelo qual muitas pessoas, como por exemplo uma antiga sociedade de caçadores de vampiros, preferiam vê-lo morto. O problema é que Lucien já está morto. Talvez seja por isso que é o primeiro tipo que Meena conhece com quem se imagina a ter um futuro. É que, apesar de Meena ser capaz de ver o futuro das outras pessoas, nunca conseguiu ver o próprio. E apesar de Lucien parecer ser tudo o que Meena sonhou encontrar num namorado, poderá acabar por ser um pesadelo. Esta poderá ser uma boa altura para Meena começar a prever o seu próprio futuro… Se é que o tem. 


Esse foi daqueles livros que você vê alguém comentando que vai sair, fica vigiando as livrarias e depois devora junto com uma taça de água e dois gelos (melhor uma coca-cola?). O título chama atenção "Insaciável", e para mim, uma história que pretendia tirar onda com os vampiros que aparecem em tudo quanto é coisa  hoje em dia, merecia figurar no topo da fila dos livros a serem lidos nas féiras.

Meena Harper é bem parecida com as outras personagens da Meg, tem um dom, é passada pra trás pela sua chefe, está momentaneamente infeliz, tem um bocafinho de problemas. Tudo como as outras. Ou será que estou limitando minha visão? Enfim...

 Ela faz parte da equipe de roteiristas de uma novela de sucesso "Insaciável". Essa série está passando por uma baixa de audiência, e os diretores da emissora, creem que a solução perfeita é incluir vampiros na série. Sucesso absoluto?
 Não para Meena, que tem pavor destes seres e já tem sua dose de sobrenatuaral diariamente, já que ela consegue enxergar como as pessoas irão morrer. Imagina o que o quanto ela não sofre ao se sentir responsável por ter que avisar alguém sobre sua morte. E o pior: as pessoas ficam assustadas de mais para agradecer e acabam ignorando. Aí, Meena tem que dar um jeito de ser discreta, e pensar em uma solução alternativa que não toque em morte, mas que alerte o futuro ex-morto.É por causa deste dom, que Meena dá seu telefone a uma jovem que encontrou no metro. Yalena vem da europa para viver com o namorado. Meena logo ve que a história não terminaria bem, e dá seu cartão a jovem, alertando-a para que entre em contato por qualquer coisa.

Yalena não é a única que anda as voltas com o destino fúnebre, várias jovens estão sendo encontradas mortas em Nova York, e é por causas destes estranhos assacinatos, que Lucien Antonescu, o bonitão príncipe vem para a cidade. Cabe a ele descobrir o autor e puni-lo rigoraosamente, como manda a lei. Que lei? A lei dos seres noturnos, oras. (Descubra no livro)

Lucien é um primo do marido de Mary Lou, fã papiteira de Insaciável. Como não podia deixar de ser, Mary Lou é vizinha do apartamento que Meena divide com seu irmão John, que atualmente está desempregado. Sempre que Meena precisa usar o elevador, Mary Lou está presente na viagem. Além da novela, a vizinha também está sempre palpitando sobre a vida amorosa de Meena. Daí da para se ter uma ideia de como o par amoroso da trama se juntará.

 Mas os problemas? E os conflitos? Tem? Claro!

Além do senhor das trevas, tem uma organização famosa procurando pelos assacinos e entre essa organização, um convencidíssimo caçador de vampiros que tende a formas a outra ponta do triâgulo amoroso que boas histórias sempre tem. E ele é deliciosamente inseguro, apesar de sua casca.

Existe ainda o conflito pessoal de Lucien, que não quer ser tão mal quanto aparenta. Tem o núcleo humano que está tentando conseguir emprego, ter bebes saudáveis, sobreviver no emprego. Além dos conflitos familiares de Meena e John e também de Lucien e seu irmão Dimitri.Estes conflitos acabam nos oferecendo novas visões dos personagens e são também eles que nos fazem percever o quanto eles evoluem.

E as batalhas? Elas também estão presentes, e o melhor, ambientadas em igrejas. Feiras lutando? Tem também! Tem explosão e tudo mais, narrado de uma forma que te deixa vidrado esperando o que virá na próxima página, fazendo com que você pule algumas palavras: ponto pra Meg!

 Meg consegue costurar toda a história, e ainda abrir novas linhas para que o próximo volume não seja tão desvinculado deste. Opa! Próximo volume? Sim, ninguém leu errado, um novo volume da série já está vindo por aí. Mas não precisa de desespeiro, a história toda se encaixa: há um ínicio, meio e um fim. Não vai ficar aquela raiva de ter que espera pelo próximo volume para ler o resto da estória. O que irá restar é uma vontade de ver como a vida de Meena seguirá em frente, agora que ela decidiu (melhor não dizer o que ela decidiu), e como serão as novas aventuras desta turma.

Sobre o autor: Meg Cabot já morou em Indiana, na Califórnia e na França. Trabalhou como ilustradora e usou o pseudônimo Jenny Carroll para escrever a série A Mediadora. É autora da série O Diário da Princesa e de livros como Avalon High e Todo garoto tem, todos publicados pela Editora Record. Atualmente mora em Nova York com o marido e uma gata de um olho só chamada  Henrietta.

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Como é definido o preço de um livro

Nós adoramos livros, mas vocês já pararam para pensar como é definido o preço de um livro?

Diferente de muitos países o custo de um livro aqui no Brasil ainda é alto, isso se deve ao fato de as tiragens de livros serem menores que em outros países. De acordo com Marco Chiaretti “enquanto outros países trabalham com tiragens médias de mais de 10.000 exemplares por edição, no Brasil esse número fica na casa dos 2.000“.

O cálculo para definir o preço do livro é este:


Mas além do valor unitário do livro (que normalmente é pago pra gráfica ou pra editora), para a venda ao público final (nós!) ainda é incluído o lucro da editora + o lucro do autor + o lucro do distribuidor ou a livraria (ou dos dois). Afinal, vender livros é um negócio e as pessoas envolvidas precisam lucrar com eles. 


Claro que esta não é uma fórmula exata, cada editora e cada livraria trabalha de uma forma e há autores que faturam mais que outros. É só pra matar nossa curiosidade e termos uma ideia do porquê alguns livros são mais caros do que outros e para onde vai nosso dinheiro ao comprar aquele livro que queremos tanto.

Fonte: A leitora

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O Vendedor de Passado [Resenha]

Agualusa, Jose Eduardo. O Vendedor de Passados. Gryphus, 2004,  199p

 Sinopse:"Nada passa, nada expira / O passado é um rio que dorme / e a memória uma mentira multiforme." A letra da canção que aparece logo no primeiro capítulo do livro, resume a idéia central do mais recente romance de José Eduardo Agualusa. É a história de um albino que mora em Luanda, Angola, e que traça árvores genealógicas em troco de dinheiro. Estranho ofício, estranho o personagem principal - o vendedor de passados falsos, Félix Ventura - e mais estranho ainda o narrador: uma osga, um tipo de lagartixa. É ela que vai contar como o albino Félix fabrica uma genealogia de luxo para seus clientes . São prósperos empresários, políticos e generais da emergente burguesia angolana que têm futuro assegurado, mas falta-lhes um bom passado. A vida de Félix anda muito bem, até que uma noite recebe a visita de um estrangeiro à procura de uma identidade angolana. E, então, numa vertigem, o passado irrompe pelo presente e o impossível começa a acontecer. Sátira feroz à atual sociedade angolana, O Vendedor de Passados é uma reflexão sobre a construção da memória e seus equívocos.

A história começa a ser contada por um narrador comum, não há como desconfiar que ele seja uma osga (espécie de lagartixa) tamanho é o seu modo "humano" enxergar as coisas.  A osga vive na casa de Félix Ventura, um albino, que vive de vender passado para as elite de sua cidade. A osga e Felix conversam a seu modo e ela se sente encarnada na casa onde conhece cada fresta.

 Um belo dia, vem à porta de Felix José Buchmann, um fotógrafo de guerra em busca de um passado. Felix aceita o deafio e lhe dá um passado, uma árvore genealógica, uma nova vida.

 A osga tem lembranças de sua antiga vida como humano e são essas lembranças e seus pensamentos que entregam todo o charme para a história. Os sonhos de Eulálio, a osga, são constantes e ele acaba por sempre encontrar os outros personagens neles. A parte interessante, é que os personagem também acabam por se lembrar dos sonhos que tivera com a foram humana da osga.

Outro ponto que chamou a atenção foi o fato de José Buchmann acreditar tanto que seu passado criado, que começa a buscar seus pais e acaba encontrando fatos reais que realmente coincidem com sua vida inventada.

Claro que ainda tem romance: Felix se apaixona por Ângela Lúcia, que também é uma fotógrafa. De nuvens, mas fotógrafa.

Melhor parte: a história acaba ligar todos os pontos antes de terminar, coisa que nos últimos livros que tenho lido tem sido rara.

 O livro pode ser apreciado por quem deseja palavras leves e tocantes; por quem deseja um roterio bem original e por aqueles que nunca leram uma linha de um autor angolano.


Frase que marcou: "São as mentiras que fazem a literatura"
 
Sobre o autor: José Eduardo Agualusa nasceu no Huambo, Angola, em 1960. Estudou Silvicultura e Agronomia em Lisboa, Portugal. Os seus livros estão traduzidos para mais de vinte idiomas. Também escreveu várias peças de teatro: "Geração W", "Aquela Mulher", "Chovem amores na Rua do Matador" e "A Caixa Preta", estas duas últimas juntamente com Mia Couto.

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Livros desenham o mapa cultural da capital mineira

Livro ilustrando  a igreja da pampulha

Aos 114 anos, completados na segunda-feira, Belo Horizonte já tem consciência e uma produção de consistência da história da cidade. “O problema é a atual administração municipal, que está desmontando a cidade”, aponta o historiador Leonardo José Magalhães Gomes, de 59 anos. Ex-diretor do Museu Histórico Abílio Barreto (MHAB), ao conversar com um dos prefeitos da capital, acabou despertando para a necessidade de publicação de Memória de ruas – Dicionário toponímico de Belo Horizonte, de 1992, que já está na segunda edição.

Hoje à noite, na Quixote Livraria, Leonardo lança Belo Horizonte: A cidade descrita (Documentos de uma história urbana) e A música da cidade – Cartografia musical de Belo Horizonte, que encerram a trilogia historiográfica da cidade. “Na verdade, não havia pensado em uma trilogia”, revela o autor dos livros, lembrando que os dois últimos foram feitos sob encomenda para o Anuário de Belo Horizonte.

Inspirada nos livros, que abordam a produção literária e musical da cidade, o Estado de Minas pediu a escritores, cantores e compositores que indicassem as obras que melhor traduzem o espírito belo-horizontino, capazes de nos fazer entender a cidade. Afinal, quais seriam os livros fundamentais para a história de Belo Horizonte? E, entre as canções, quais delas entrariam na provável trilha sonora da cidade?

Para Leonardo José Magalhães Gomes, literariamente, Belo Horizonte já produziu o que há de melhor em língua portuguesa, diante da obra de Pedro Nava, Carlos Drummond de Andrade e Guimarães Rosa. “Não podemos esquecer que Rosa morou na cidade, estudou no Colégio Arnaldo e se formou em medicina pela UFMG. A formação intelectual do escritor foi toda aqui em Belo Horizonte”, orgulha-se o historiador.

Musicalmente, Leonardo resolveu privilegiar o Clube da Esquina e Milton Nascimento. “Trata-se de um gênio como Pixinguinha e Tom Jobim, que costuma ser pouco apreciado na cidade. O pessoal do Clube é sempre vítima de uma olhar de desdém da cidade”, diz Leonardo José Magalhães Gomes, para quem, no livro A música da cidade, defende a tese de que a produção musical de Milton Nascimento e a turma do Clube da Esquina está para Belo Horizonte assim como o tango está para Buenos Aires e a valsa para Viena.

Cantores e compositores ouvidos pela reportagem foram além do período, conforme a defesa de cada um. Para Dudu Nicácio, por exemplo, a música homônima ao movimento “foi o marco histórico que cantou para todo mundo a nossa cidade, cultura e jeito”. Mas ele vai além, e aponta o Skank e Vander Lee como responsáveis por novas páginas musicais da capital. “Com muito suingue e malemolência, Garota nacional, de Samuel Rosa e Chico Amaral, mostrou ao Brasil que um simples bar e uma bela garota facilmente podem se tornar uma paixão. Não é a toa que essa rapaziada fez tanto sucesso”, afirma Dudu. Para ele, “nenhuma rivalidade entre torcidas também foi tão bem retratada, musicalmente, como em Galo e Cruzeiro, de Vander Lee. “Mais do que nunca, é a cara de Belo Horizonte, apaixonada por futebol e samba. Um gol de placa do Vandeco”.

Já Márcio Borges, um dos principais letristas do Clube da Esquina, atribui aos versos de Rômulo Paes, “a minha vida é esta: subir Bahia, descer Floresta”, um dos mais inspirados momentos da capital. “Descreve que a ‘nossa’ vida é essa, e acho que, pelas proporções do vertiginoso crescimento da cidade, esse espírito boêmio da Rua da Bahia se alastrou para além da Floresta e chegou em Santa Tereza”. E completa: “Lá, o ícone do bairro é o tal Clube da Esquina, e esta música minha, de Lô Borges e Milton Nascimento retrata um momento muito importante da vida da cidade e até mesmo se confunde com ela”. A terceira música para Márcio – mas não a última, pois não estou enumerando – só pode ser a Garota nacional, do Skank. “Foi ela que tornou a projetar a música produzida em BH para muito além de nossas fronteiras”, justifica.

Já o rapper Flávio Renegado anuncia que vai liberar para download, a partir de hoje, em seu site (www.flaviorenegado.com.br), a até então inédita Até o dia clarear, que ele fez em homenagem a Belo Horizonte e, segundo diz, a suas “belas mulheres”.

Literatura
A professor Heloísa Starling aponta três autores que, em sua opinião, produziram narrativas exemplares sobre Belo Horizonte. O primeiro, Eduardo Frieiro, “que foi um cronista impecável”. “Seus livros, sempre devidamente ambientados em Belo Horizonte, fizeram dele um dos grandes cronistas da cidade. É o caso de conferir em O cabo das tormentas. Esse livro é inteiramente ambientado no Edifício Cine Brasil, cujo prédio modernista é apresentado ao leitor como a quilha de um grande e melancólico transatlântico, fervilhando de uma gente anônima, irremediavelmente encalhada na esquina principal da Avenida Afonso Pena, no centro comercial da cidade”.

A seguir, Heloisa aponta Cyro dos Anjos (O amanuense Belmiro), que ela escolheu junto do também professor Wander Melo Miranda, concluindo com Marcus Freitas (Peixe morto), autor, em sua opinião, de “um thriller emocionante, ambientado na Belo Horizonte contemporânea”. O poeta Ricardo Aleixo, por sua vez, vai de Rodrigo Ferreira e Beatriz de Almeida Magalhães, autores de Belo Horizonte – Um espaço para a República, sob o argumento de tratar-se de “obra única para quem busca entender, em minúcias, a lógica positivista que preside a construção da capital mineira”.

Além de Sérgio Fantini, autor de Diz xis, e Humberto Werneck, autor do já clássico O desatino da rapaziada. “Fiquei tentado a indicar qualquer um dos livros de Wander Piroli, ou o Encontro marcado, de Fernando Sabino, ou, ainda, a memorialística de Pedro Nava, mas entendo que essa deliciosa obra, fruto de intensa pesquisa, já representa, por si só, um convite ao leitor que se disponha a conhecer os autores e livros que citei. O livro, muito bem escrito, sem pedantismo, dá a ver a formação da vida literária na província – um modo de ver e pensar o mundo que ainda hoje persiste”, conclui.

Fonte: Ailton Magioli - EM Cultura 

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NA MINHA PRIMEIRA MORTE EU NÃO MORRI


Um dia , na minha anterior forma humana , decidi matar -me. Queria morrer comple tamente. Tinha esperança de que a vida eterna, o paraíso e o inferno, Deus e o Diabo, a reencarnação, tudo isso , fossem apenas superstições urdidas
demoradamente, ao longo de séculos e séculos , pelo vasto terror dos homens .

Comprei um revólver numa armaria, apenas a dois passos da minha casa , mas onde nunca tinha entrado antes , e cujo proprietário não me conhecia. Depois comprei um livro policial e uma garrafa de genebra. Fui para um hotel na praia, bebi a genebra com desgosto, em largos gole s (o álcool sempre me repugnou ) , e estendi-me na cama a ler o livro . Achava que a genebra, somada ao tédi  de um enredo ingénuo, me daria a coragem necessária para encostar o revólver à nuca e apertar o gatilho. O livro, porém, não era mau e eu li- o a té ao f im. Quando cheguei à última página começou a chover.

Retirado de O vendedor de passados - José Eduardo Agualusa




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A arte no Google Books


The Art of Google Books é um tumblog que se dedica a encontrar imagens curiosas nos livros arquivados no Google Books ou produzidas no processo de digitalização, por descuido ou sorte. Ou, ainda, marcas deixadas pelos nas páginas, propositadamente ou não.

Segundo Krissy Wilson, idealizador do trabalho:

O objetivo deste projeto é duplo; reconhecer digitalização de livros como refotografia e valorizar os sinais de uso que acompanham esses textos como dignos de documentação e estudo.

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